TRANSLATE

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Botafogo x Fluminense, jogo de um Holandês chamado Seedorf.

Ontem estive, com meu filho, no Engenhão e vi, no primeiro tempo, um jogo entre um time burocrático que teve um domínio de meio campo mas que não tem finalizadores em condições, e outro time, sem estrelas mas extremamente objetivo, capaz de em uma jogada terminar com o jogo. O Botafogo não fez um primeiro tempo de se jogar fora, teve um meio campo ativo e percebi mudanças na defesa que me pareceu bem consistente, com Bolivar, Jefferson e Márcio Azevedo em grande noite. Mas em um contra ataque essa defesa não resistiu ao jogador que é a metade do time do Fluminense, Welington Nem. O cara é muito perigoso e rápido, o que não tivemos ontem no primeiro tempo. A torcida caiu, na saída para o vestiário, em cima do ténico Oswaldo Oliveira que assistiu ao primeiro tempo sem se abalar ou tentar dar movimentação. Para piorar tentou, mais uma vez, dar uma discreta encarada na torcida, coisa que não cabe a ele nem a ninguém, essa atitude infantil e arrogante, parece que não tem jeito, mas vamos falar do jogo. Na volta para o segundo tempo a torcida esperava uma modificação de cara, o que não aconteceu, e depois de 8 minutos do mesmo futebol, me pareceu até por pressão do próprio Seedorf, aconteceu o que a torcida clamava e seu técnico teima em não entender. Enche os olhos ver Clarence Seedorf jogando. Em pouco menos de um tempo completo em campo, ele "fez chover" contra o Fluminense. Fez um morno Botafogo se tornar vibrante, deu o atrevimento que faltava ao time, fez a torcida esquecer as vaias a Oswaldo de Oliveira e apoiar a equipe. Só ele consegue tudo isso. Sem Seedorf, o Botafogo não brilha, ainda. O sistema 4-2-3-1 travou neste domingo mais uma vez. Andrezinho, Fellype Gabriel e Lodeiro abusaram dos passes para o lado e errados, dos toquinhos curtos, dos contra-ataques perdidos de bobeira, chutes fraquinhos. A torcida se irritou e não perdoou Oswaldo de Oliveira, que tinha no banco a solução para os seus problemas. Deixo claro que vejo com otimismo esse Botafogo de 2013. Acho que o Bruno Mendes perdeu tempo na seleção e vai levar algum para se encontrar novamente, mas vai conseguir. Acho que poderíamos tentar o Henrique tb no segundo tempo, mas nosso técnico preferiu colocar o Júlio Cezar, lateral, para jogar no lugar do cansado Márcio Azevedo. Vale ressaltar a bela partida do Marcelo Mattos, completamente recuperado. Com Seedorf os passes errados do primeiro tempo sumiram. Com o Fluminense mais longe da bola, o Botafogo conseguiu se impor. Com volume maior, o Glorioso buscou o empate em cabeceio de Bolívar após linda assistência do holandês. Enfim, o jogo consistente estava de volta e a torcida, bem mais calma. Longa vida ao Holandês!

Nenhum comentário: